quarta-feira, 7 de março de 2012






Com a cabeça no travesseiro, ela observava o nascer do sol todas as manhãs de seu quarto desejando poder ser como ele - desejando nascer de novo. Não dormir havia se tornado rotina, e fingir não sentir, também. Suas unhas por fazer ajudavam-na com que não se machucasse, não mais, e a tal da maquiagem que nunca soubera usar, esta lhe escondia o rosto inchado por conta das lágrimas e das insônias. “Mais um dia”, pensava ao se levantar, “só mais um“… E sorria. Sorria com água nos olhos e dor no coração, sorria por ainda existir uma pequena esperança escondida no acolá de seu peito, meio perdida e meio confusa; meio viva. As horas corriam enquanto ouvia o canto dos pássaros que chegava com o entardecer, e outra vez observava o pôr-do-sol de sua janela. “Acabou”, pensava ao se deitar, “nem foi tão difícil assim“… E mais uma vez: sorria. Sorria com água nos olhos e alívio no coração, havia vencido. Naquele dia pelo menos. E isso lhe bastava. Um dia de cada vez.

3 comentários:

  1. Recomeçar a cada novo dia, encher o peito de novas esperanças, parece não ser tão fácil assim, sufoca por vezes, emudece a alma que teima em se agarrar a esperanças mesmo que a razão mostre o oposto...uma eterna luta de equilíbrio entre a razão e a emoção...uma luta sem vencedores nem perdedores, apenas uma luta que travamos e aprendemos cada vez que deitamos nossas cabeças ao travesseiro e repassamos os momentos do dia...uma luta individual, solitária...e diária.

    Beijos suculentos!

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  3. boa tarde linda saudades de vc por aq tens razão minhas lutas tem sido diarias cada dia que passa eu tento de uma forma desde que sofri o acidente em que não movo minhas pernas busco força e não encontro dentro de mim isso é o que me mata.....bjus pra vc tbm

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